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É muito provável que você, ao dar o primeiro gole numa taça de vinho tinto, sinta uma sensação de amarrar na sua boca, como se você tivesse mordido uma banana verde ou tomado um chá preto forte, não é mesmo? Pois saiba que essa sensação única, que traz estrutura e personalidade ao vinho, ocorre pela presença dos taninos, o componente responsável pela sedosidade, textura e estrutura, que transforma o simples ato de beber o vinho numa experiência sensorial que fascinante.
Continue lendo para entender como os taninos funcionam e por que eles são considerados os melhores amigos do seu paladar, quando o assunto é vinho tinto.
Conceito de tanino:
O tanino é um composto orgânico, pertencente ao grupo dos polifenóis, presente nas mais diversas formas do reino vegetal, podendo ser encontrado nas cascas das árvores, em folhas, em variados frutos e ainda nas sementes.
Na natureza a sua principal função é a defesa das plantas, já que devido a sua característica adstringente e amarga, ele as protege da presença de predadores e herbívoros, mesmo antes que os frutos estejam maduros.
Onde são encontrados na natureza:
Nos vinhos, os taninos são extraídos principalmente da casca das uvas, mas podem também ser obtidos das suas sementes ou ainda dos engaços. Esse tipo de extração acontece nas mais diversas etapas do processo de vinificação, iniciando na fermentação alcoólica e finalizando na etapa onde acontece a separação das cascas da bebida produzida (atividade conhecida como prensagem).
Mas eles podem também ser obtidos da madeira que dá origem às barricas. Isso ocorre quando os produtores utilizam barricas nas etapas de amadurecimento e/ou no envelhecimento dos vinhos.
Com isso os taninos podem assumir basicamente três papéis fundamentais para assegurar àquelas famosas sensações que você sente na boca, sendo elas:
Características sensoriais:
Diferentemente dos sabores básicos como o doce, o salgado, o azedo e o amargo, percebidos e assimilados pelas nossas papilas gustativas, o tanino não tem sabor, sendo a sua presença notada pela sua função tátil, que causa em nossa boca, uma sensação de adstringência (o caqui verde) e de textura.
Mas existem outras sensações que podemos perceber ao degustar um vinho, como:
Uvas e a presença de taninos:
A quantidade e a potência dos taninos nos vinhos tintos, podem variar muito e dependem de fatores como o terroir, a variedade de uva e também o processo utilizado na produção.
Vinhos brancos, em geral, não apresentam taninos e, quando isso acontece tal fato se dá em quantidade quase que imperceptíveis, devido ao contato quase nulo com as
cascas durante o processo de vinificação.
Variedades de uvas tintas como Tannat, Nebbiolo, Cabernet Sauvignon, Syrah, Malbec e Sagrantino são conhecidas por apresentar esse componente em quantidade mais acentuada. Já outras variedades como Pinot Noir, Gamay, Grenache, Barbera e Merlot apresentam esse componente em quantidade menor.
Benefícios à saúde:
Os taninos são poderosos polifenóis e antioxidantes naturais, sendo que seus benefícios à saúde das pessoas já foram amplamente estudados e comprovados, seja pela medicina antiga ou pela medicina moderna. Portanto, não existindo fatores impeditivos para o consumo da bebida, como os de ordem genética, doenças adquiridas ou pré-disposição ao alcoolismo, o consumo moderado de vinhos tintos traz uma série de benefícios fisícos e sociais, dentre eles:
Cabe por fim destacar que, pessoas que apresentem sensibilidade maior aos taninos, podem apresentar dor de cabeça (enxaqueca,
cefaléia) mesmo consumindo pequenas quantidades de vinho.
Enfim, é isso! Espero ter auxiliado você a entender um pouco mais sobre esse componente fascinante, presente nos vinhos tintos, e que isso ajude você nas escolhas do dia a dia.
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Até breve!
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